quarta-feira, 20 de julho de 2016

Akai Ito

"'Akai Ito" é uma lenda que diz que quando a pessoa é destinada a outra, ambas têm um laço vermelho que as ligam, no dedo mindinho. O laço pode embaraçar, emaranhar, mas ele nunca quebra. O laço não é visível a olho nu, mas está lá desde o momento do nascimento. Quanto mais longo estiver o fio, mas longe as pessoas estão e mais tristes estarão. Sequer a Morte o rompe, apenas o alarga para se encontrarem em outra vida".
Fonte da figura: https://lh6.googleusercontent.com/-ZH34GQNu4uY/UfldSl-MI2I/AAAAAAAB6PY/V5PRdvJFPc0/w506-h750/Sem+t%C3%ADtulo+(1).png

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Te ver crescer

Eu sempre estarei lá
Mesmo quando teus olhos,
Ao olharem pra cima,
Não se encontrarem com os meus.
Eu sempre estarei lá
Te vendo crescer
Te olhando de cima,
Mesmo sendo tão menor que você.
E a cada conquista tua
Eu estarei festejando
Como se tivesse chegado a lua.
Te vendo crescer.
Mesmo distante
Eu sempre estarei lá
Pois meu coração
Já não anda no meu peito
Desde a primeira vez
Que teus lindos olhos
Olharam pros meus
Já cansados de tanto sofrer
A distância é necessária
Vai sem medo
Você precisa de espaço!
Espaço pra ser tudo o que puder ser!
E eu sempre estarei lá
Pra te aplaudir
Pra te ninar
Pra te amar!
Mesmo que você não possa me ver...

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Cantando "Marisa" cazamiga (dez/14)

Você e essa saudade no meu peito

Engraçado como você, mesmo tão longe e inacessível, me chega de forma tão suave!
Esses dias estavam tocando uma música no metrô enquanto eu entrava e eu quase pude sentir sua mão no meu rosto, quase que vi seu sorriso novamente... Faz tanto tempo...
Uma borboleta que me considera uma árvore e pousa em mim, ignorando minha caminhada. Pousou na minha mão, como um dos seus beijos, suave...
Preciso te deixar ir, mas não consigo, o universo não deixa!
Eu não deixo...
Tanta coisa nova pra te contar, tanta coisa velha pra relembrar. Risos, abraços, lágrimas... Algumas coisas e algumas músicas perderam a cor, desbotaram a nossa espera. Mas não é mais possível voltar ao lugar onde nos despedimos pela última vez, você não está mais lá... Você se foi sem dizer adeus e me deixou aqui, com a vida que ficou em minha vida...
Preciso te deixar ir....
Mas eu não quero!
Não consigo...
Ainda não...
Foto: Anil Kumar/Flickr/Creative Commons

domingo, 8 de novembro de 2015

Musicando

Você lembra, lembra?
Naquele tempo eu tinha estrela nos olhos e jeito de herói

Porém
Me encontro tão ferida
Mas te vejo aí também em carne viva

A memória da pele
Da primeira vez que eu chorei
Deitada no seu peito o coração
Quente dor e amor, quente de dor

Até que um dia você disse
"Eu gosto tanto de você
que até prefiro esconder"

Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero

Então
Deixa pra lá
Que de nada adianta esse papo de agora não dá

Linda, no que se apresenta
O triste se ausenta
Fez-se a alegria
Corra e olhe o céu
Que o sol vem trazer
Bom dia...

Roupa Nova
Isabella Taviani
João Bosco
Vanguart
Lulu Santos
5 a Seco
Cartola

Muito obrigada por fazerem das nossas vidas um lugar mais bonito!!! Obrigada por nos doarem as palavras que descrevem o que sentimos!

domingo, 26 de julho de 2015

Uma guerreira

Não me lembro de ter sentido uma dor tão forte quanto a que senti nos dias que antecederam meu aniversário de 40 anos... Foi uma das piores fases da minha vida.
Aí conheci uma pessoa fantástica no lugar menos provável, no dia da mentira. Uma conversa casual que foi se tornando diária e eu fui conhecendo uma mulher forte, guerreira, inteligente, engraçada, amiga de todas as horas, companheira...
Ela me fez sentir inteira de novo, deu novo sentido na minha vida! E eu a admiro por tudo o que ela é e por tudo o que ela fez por mim!
E o mais louco de tudo isso é que ela também  me admira!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Morre um amor

O começo foi bonito
não consigo me arrepender
foi doce
silêncio que acalenta
e alivia o medo
medo de ser e viver o que se é

Mas morreu cedo
feito feto abortado
semente de amor em terreno inóspito
morreu sem deixar vestígio
sem nenhum prestígio
Morreu de vergonha e de dor


terça-feira, 14 de abril de 2015

Pausa para um café

De repente o riso virou lágrima, do amor só sobrou uma dor, um desamparo e um desespero. Desisti de amar! "Isso não é pra mim" eu repetia aos meus amigos. Ninguém acreditava que justo eu, a maior entusiasta do "é impossível ser feliz sozinha" estava entregando os pontos, jogando a toalha, desistindo do amor.
Pausa pro café: amar dói e eu não estava interessada nisso!
Por fim as pessoas ao meu redor entenderam isso e resolveram me respeitar, mesmo sem aceitar.
"Amor?"
"Não, obrigada! Prefiro café!"
Entrei em uma pausa que eu pretendia ser de, pelo menos um ano, mas que durou um mês. kkkkk
Meu tempo não é igual ao tempo de quase todo o resto do mundo, sou intensa, ou é muito ou não é nada! Não gosto de morno, não gosto de meio, não quero pouco e o último amor foi intenso mas era meio, era pouco. Corri pra longe assim que se tornou morno, assim que fui posta em banho maria!
"Se realiza que não sou pudim!!!!"
Doeu... No começo me senti nada, vazio, pedaço despedaçado... Mas foi passando, afinal tudo é passageiro, tudo passa, o bom passa e mau também.
Numa distração disse que gostei do que vi e num gelo me dei conta de que era recíproco: você também gostou de mim!!!
"Vamos com calma!" Eu precisava de calma mas seu tempo é tão doido quanto o meu e nos deixamos levar pela paixão, como sempre avassaladora, mas agora com leves e delicados toques de sorrisos, abraços e cumplicidade. Tudo fluiu, tudo foi fácil, desde a primeira conversa, como se fosse coisa que já estava marcada pra acontecer. Destino? Parece que sim...
Nosso primeiro abraço foi abraço de matar saudade, sentimos isso e acabamos por desconfiar que essa nossa história vem de longe, de não sei de onde, de muito tempo atrás.
E assim seguimos andando, felizes, deixando que a vida nos guie já que ela se demonstrou tão competente, já que ela nos trouxe até aqui.
"Amor?"
"Mesmo que um dia venha doer sei que vai valer a pena! Então.... Sim, por favor, um pouco mais do seu amor!"

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ela Une Todas As Coisas-Jorge Vercillo

Ela une todas as coisas
Como eu poderia explicar
Um doce mistério de rio
Com a transparência de um mar

Ela une todas as coisas
Quantos elementos vão lá?
Sentimento fundo de água
Com toda leveza do ar

Ela está em todas as coisas
Até no vazio que me dá
Quando vejo a tarde cair
E ela não está

Talvez ela saiba de cor
Tudo que eu preciso sentir
Pedra preciosa de olhar
Ela só precisa existir
Pra me completar

Ela une o mar
Com o meu olhar
Ela só precisa existir
Pra me completar

Ela une as quatro estações
Une dois caminhos num só
Sempre que eu me vejo perdido
Une amigos ao meu redor

Ela está em todas as coisas
Até no vazio que me dá
Quando vejo a tarde cair
E ela não está

Talvez ela saiba de cor
Tudo que eu preciso sentir
Pedra preciosa de olhar
Ela só precisa existir
Para me completar

Ela une o mar
Com o meu olhar
Ela só precisa existir
Pra me completar

Ela une o mar
Com o meu olhar
Ela só precisa existir
Pra me completar

Une o meu viver
Com o seu viver
Ela só precisa existir
Para me completar

Ela une o mar
Com o meu olhar
Ela só precisa existir
Pra me completar

quinta-feira, 12 de março de 2015

História de uma boneca de pano


Minha mãe me encontrou num domingo de sol fraco, numa prateleira de floricultura, em meio a muitas outras bonecas e flores.
Para que você entenda: chamo de mãe a mulher que me deu vida, me deu um propósito e uma missão e não aquela que me confeccionou. Porque mãe não é aquela que faz a gente, mas sim aquela de coloca um pouco dela na gente, que completa a gente de amor, que nos deposita seus sonhos, que nos acaricia a face. Fazer é fácil, difícil mesmo é ser suficientemente boa, entender de amor.
Pois bem, recomecemos então minha históira. Fazia um sol fraco no dia em que eu nasci. Era domingo e minha mãe me encontrou em uma prateleira da floricultura. Ela me olhou com olhos ternos e disse "É essa! Ela é perfeita!"
Me senti muito importante quando ela disse isso me pegando no colo e me abraçando! Nasci assim, com o propósito de ser abraçada por alguém que ela amava muito! Pude sentir isso no abraço que ela me deu! Era assim que a outra pessoa deveria se sentir, cheia de amor.
Ela comprou umas rosas e nos levou. Chegando em casa tomei banho de perfume, pois abraço de amor tem que ter sensações, cheiros... Ela olhava para mim e sorria, ajeitava meu cabelo, arrumava meu vestido, me deu uma pulseira de rosas. Achei linda! Era dela... Tinha o amor dela e eu era a responsável por levar essa amor ao seu destino. 
Depois ela colocou em meus braços três rosas vermelhas. Ajeitou as rosas, me ajeitou sentada. Arrumou mais uma vez a pulseira e eu pude sentir a importância que eu estava ganhando. Outros olhares e outros sorrisos. Fui para uma sacola, um cartão me acompanhava
"Para que você não se sinta tão só te envio meu abraço"
E lá fui eu de encontro ao meu destino, um destino doce de fazer sorrir alguém muito amado, de ser o braço, o acalanto, o colo e o abraço nos momentos de solidão. 
Lá fui eu ser amor, ser abraço, ser carinho sem saber o que seria de mim, se seria esquecida num canto, largada numa esquina com o coração cheio de amor, cheio de um amor que não pode ser. Lá fui eu tentar ser o colo silencioso que acalma e consola.
E foi assim que eu nasci. De um par separado, da dor da solidão, do colo vazio e do amor, infinito e verdadeiro amor que nasceu sem querer, de um sorriso numa manhã de outono e que não mais vai voltar...